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Olha AONDE o maluco tem uma tatto de dragão.. Hm, delícia.

Olha AONDE o maluco tem uma tatto de dragão.. Hm, delícia.

(Source: the13sunshine, via v-i-a-l-a-c-t-e-a)

Desculpe o auê,

Mas não estou com tempo, vontade, cabeça e muito menos coração para amar. Para amar qualquer pessoa, não estou afim, não estou preparada e nem quero. Dá muito trabalho, gasta muito tempo, muito sangue, muito coração, muita alma. N]ao quero que me espere, vá ser feliz, quem não quer amar sou eu, quem não quer gostar de ninguém sou eu. Não que não valha a pena, é que eu não consigo, não posso e não devo. E não vou.

Meu coração não tem tempo de amar. Só de bombear sangue.

Sou Um Clichê.

Seu eu falar que eu não gosto de clichês, é mentira. Eu sou um clichê. Quer coisa mais clichê que uma menina insegura de 18 anos? Que lê Tati Bernardi, Thalita Rebouças e, por vezes, por devaneios, entra em sites de moda pra saber o que se vestir. Que gosta sim de comédias românticas, às vezes pensa que sim, minha vida será um conto de fadas com príncipe e princesa. Eu sou um clichê do que é ser jovem, mulher, menina, com inseguranças, com baixo auto-estima, mimada como só mamãe soube fazer. Que tem um diário com milhares de textos, poemas, que já se cortou o corpo todo querendo morrer, que já fugiu de casa e foi pra casa da amiga que são apenas 3 quarteirões de distância, que acha o irmão mais velho chato, que  usa maquiagem ritualmente todos os dias, que gosta de dançar em balada que toca PitBull. Quer mais clichê que isso?

Eu sempre falo que monogamia é um saco, namorar? Sai fora! Mas eu sei que se acontecesse um namoro clichê, com aqueles apelidos tosco, melosos e ridículos, eu não reclamaria. Não reclamaria se no Dia Dos Namorados eu recebesse girassóis unidos com uma caixa de bombons. Ou se ele me desse uma aliança. Eu não reclamaria. Não reclamaria. Já fiquei com muito ontem que é o esteriótipo do esteriótipo: o homem cafa. O homem cafajeste é sempre o homem que eu acabo me apaixonando. Que fica fantasiando historinhas de amor com carinho, com dormi juntinho e clichêzinhos de história-de-amor-da-Disney. Quer mais clichê que isso?

Seu eu falar que eu não gosto de clichês, é mentira. Eu sou um clichê. Quer coisa mais clichê que uma menina de 18 anos que quer morar sozinha? Que lê Fernando Pessoa, Chico Buarque e, por vezes, por devaneios, lê um Kafka pra complementar. Que gosta sim de documentários densos e culturalmente complexos, às vezes pensa que sim, eu vou mudar o mundo sendo jornalista. Eu sou um clichê do que é ser jovem, mulher, negra, com fés, com desejo de revolução, querendo me desprender de todos os dogmas injustos que circundam minha vida. Que tem um diário com milhares de textos para livros, poemas para paredes, que já se revoltou tanto com o que acontece no mundo que gritou e chorou por horas, que sai sem maquiagem e quer que o mundo se foda, que gosta de Caetano, de Djavan e dança ao som de Vanessa Da Mata. Quer mais clichê que isso?

Eu sempre falo: monogamia é um saco. Namorar? Sai fora! Eu não quero um namoro clichê, com aqueles apelidos tosco, melosos e ridículos, eu não quero. Quero um relacionamento com um passo a mais, um ”relacionamento aberto” como dizem por ai. Não reclamaria se eu recebesse, por motivo algum, girassóis. Ou se ele me desse um abraço sem motivo. Eu não reclamaria. Não reclamaria. Já cansei daquele esteriótipo do esteriótipo: o homem cafa. Chega, quero um homem ou uma mulher que seja mais que isso. Quer mais clichê que isso?